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  • Pedro Ivo

Reflexões sobre personal branding




É cada vez mais comum as pessoas se definirem como marca. Esse comportamento nada mais é do que saber se promover na internet, não apenas se fazer presente na web. Hoje, a reputação online gera valor econômico, e proporciona, através da visibilidade promovida pela marca pessoal, um grande valor social.

Se você trabalha para ser um influencer, esse é um bom caminho, mas se você não almeja isso para sua vida pessoal/profissional, parece que você está no caminho errado se não o fizer. Isso pode ser um problema e vou te dizer por quê.

São claros os motivos e benefícios de humanizar uma marca, pois na internet pessoas querem se relacionar com pessoas. Inclusive é esse o caminho que as grandes marcas estão percorrendo.

Porém, estamos questionando aqui o caminho oposto. Todas as pessoas precisam se tornar uma marca?

Quando a gente pensa em uma marca, pensamos nos atributos, no tom de voz adotado e na estratégia que guia todo o seu comportamento e medimos isso constantemente para sermos cada vez mais assertivos de acordo com as trends adotadas no momento. Eu prefiro acreditar que pessoas são mais contraditórias, que não gostamos de certas coisas, que acertamos, erramos e voltamos atrás.

Pessoas não devem ter rótulos como as marcas.

As marcas comunicam os benefícios de um produto, de um serviço. Na maioria das vezes, os personal brands comunicam suas conquistas, ou o que é pior, suas pseudo-conquistas. Essa autopromoção se torna a base da comunicação e é aqui que mora o perigo. Geralmente, o próximo passo é ostentar e não refletir de fato o que você entrega enquanto profissional.

Talvez, se formos consistentes e atemporais como as marcas nas redes sociais, enfrentaremos um processo de desumanização, de eterna vigilância de opiniões e sofrimento com toda a expectativa criada. Nesse mundo online, geralmente, a intolerância não permite mudanças de ideias e nem divergências. Os verbos mais comuns são deletar e cancelar.

Por tudo isso, surge uma necessidade de questionamentos.

Se marcas vulneráveis são consideradas fracas, o que acontece com as pessoas?

Se uma carreira de sucesso é feita também de erros e incertezas, como você terá de fato o sucesso sendo uma marca?

Então, se as grandes marcas estão se preocupando em transmitir uma mensagem mais humanizada, e as pessoas que se tornam marcas correm o risco de se desumanizarem, qual seria um caminho em meio a tudo isso?

A criação de conteúdo significativo e interessado em refletir a realidade pode ser um bom caminho para a pessoa/profissional que não quer se perder do que se é ao focar apenas em se tornar uma marca. Mostrar o seu trabalho, suas ideias, suas paixões, sua rotina, o que for verdade pra você e que pode impactar o outro positivamente é um caminho bastante seguro para alcançar e engajar pessoas sem fugir do que se é.

Às vezes o que “parece ser” fica acima “do que é” de verdade. Mas essa conta não fecha e em algum momento tudo vem à tona. A busca não deve ser em tentar parecer ser algo que não se é, mas em se descobrir e se esforçar para comunicar isso com verdade e força. E essa é a melhor divulgação que pode existir.



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